domingo, 25 de agosto de 2013

Um Novo Despertar

Hoje vi o filme Um Novo Despertar, filme de Jodie Foster e estrelado pelo Mel Gibson. A princípio é basicamente a história de um homem com depressão que, após uma fracassada tentativa de suicídio, encontra um castor de pelúcia no lixo e tentar recomeçar a vida e reconquistar a família.

Nunca se deixe levar por essas frases de cartaz
Ainda tô tentando me encontrar com esse negócio de blog e minha intenção em tudo é colocar uma visão pessoal no que vejo, leio ou escuto, às vezes. Sendo assim, essa descrição não representa em nada o filme. Tenho um problema familiar com uma pessoa que amo muito e que está passando por uma depressão fudida, e no passado já tive um relacionamento muito mal resolvido com meu pai, já superado. Esse filme pega a premissa para mostrar além da depressão, aspectos do relacionamento a dois, relacionamento do pai com o filho mais velho, e recomeços.
É isso que o castor propõe pro Mel Gibson (Walter Black no filme) que ele imploda a vida e recomece do zero. Muitas vezes parece que a solução é voltar no passado, reconstruir relacionamentos e momentos. Mas nada se compara ao recomeço. Aceitar que o que passou, que não dá para voltar ao passado. Isso já dá um alívio muito grande. O difícil é convencer os que estão a nossa volta disso. E essa é uma dificuldade da esposa do Black (Jodie Foster), que a leva a abandonar o marido e deixar ele mais uma vez entregue a própria sorte de seus pensamentos confusos.
O filho mais velho nunca aceitou o pai e contabiliza semelhanças entre os dois para no futuro mudar. Não vê o quanto ele tá errado, esperando sempre uma resposta do velho e não vendo que o relacionamento de pai e filho não é uma via de mão única e nesse caminho ele só estaria contribuindo para se tornar tudo aquilo que mais odeia no pai. A gente acha que nossos pais e pessoas mais velhas são grandes fortalezas, preparadas para tudo, e não percebemos que na verdade são adolescentes, jovens, só que numa carcaça mais batida. Um abraço, uma ligação, qualquer tipo de contato, faz muita diferença para ambos os lados.
Num certo momento vemos como o Black vai se tornando o Castor e não consegue comandar mais a própria vida. E dessa vez percebemos que muletas são só isso, algo para nos apoiarmos, não o que vai nos dar a sustentação. Lógico que no filme o Black é uma pessoa doente, que precisava de um acompanhamento médico (não um pé na bunda, né esposas??) e não tinha a menor compreensão como sua mente estava cada vez mais fragilizada.
O filme ainda tem outros aspectos como a falta do pai sentida pelo filho mais novo, como a esposa não tem a mínima ideia de como lidar com a situação e os problemas do filho mais velho, que erra muito ao tentar se relacionar com a colega do colégio e se envolve com venda de trabalhos escolares e pichação.
Veja e diga o que achou nos comentários.

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