Muito foda! Essa é a minha definição para essa série de quadrinhos escrita pelo Garth Ennis e muito bem desenhada pelo Darick Robertson. O primeiro volume editado pela Devir reúne os números 1 a 6 da série original e já começa muito bem, desde o prefácio escrito por Simon Pegg (aquele mesmo louco do filme Todo Mundo Quase Morto).
A trama gira em torno de um grupo reunido pela CIA para manter os super-heróis na linha. Neste mundo os somos apresentados a uma outra visão dos super-heróis, onde ninguém tem escrúpulos. O personagem principal é o Hughie Mijão que tem a namorada esmagada por um vilão arremessado pelo Trem-A, versão do Ennis para o Flash logo no início da trama.


Viver nesse mundo não é nada fácil...
Mas na minha opinião a maior graça dessa série não é a violência característica dos textos do Ennis, mas sim a forma incrível como ele retrata os super-heróis. A mídia e a população em geral os adoram, mas longe das câmeras são todos uns escrotos sem caráter algum, praticando todo tipo de sacanagem. Só lendo mesmo para sentir o impacto das imagens e textos.
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| Por hoje esses são os heróis que temos. |
Somos também apresentado ao grupo dos 7, a versão doentia do Ennis para a Liga da Justiça. Logo vemos uma versão do Super-Homem recebendo uma inocente recruta, mas que no final a obriga a fazer sexo oral para entrar no grupo. Isso mesmo meus camaradas, a menininha é sodomizada e apresentada a um novo mundo que faz seu sonho ser completamente deturpado.
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| Não precisa nem falar nada né? |
A narrativa de toda a trama é tão boa que você acaba lendo o álbum de uma só vez. Não há como parar, o ritmo é intenso mesmo.
Recomendo a todos, e minha expectativa para os próximos volumes é muito grande.



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